13 fev 2021 | 01:03:29

Estudo aponta evidência científica da equoterapia, para alterações de funções e estruturas cerebrais

Financiado, dentre outros, por players da indústria turfística, estudo representa um marco para a literatura e clínica especializadas: pela primeira vez, houve evidência científica da eficiência da equoterapia junto a pacientes com transtorno de estresse pós-traumático.


Um estudo publicado por pesquisadores do Irving Medical Center (vinculado à Columbia University) e do New York State Psychiatric Institute, demonstrou, pela primeira vez, que a equoterapia, aplicada a pacientes com transtorno de estresse pós-traumático, possui evidência científica de eficiência – não se tratando, portanto, de técnica com mera expectativa de melhoras e respostas comportamentais.

A notícia foi replicada em diversos veículos da mídia turfística, tendo em vista que, dentre os vários apoiadores e financiadores do estudo, há players diversos da indústria turfística: do The Jockey Club, passando por Peter Brant (dono, dentre outros, de Sottsass, o ganhador do último “Arco”) e chegando à Gulfstream Park Racing Association.

Resultado da uma pesquisa que teve por base os trabalhos realizados na Man O’War Foundation (entidade dedicada à realização de equoterapia junto a veteranos de guerra norte-americanos, custeada pela Earl I. Mack Foundation), o estudo é um marco para pesquisadores e profissionais da área - sem prejuízo, é claro, de pacientes diagnosticados com transtorno de estresse pós-traumático. 

Em síntese, os pesquisadores envolvidos no projeto identificaram alterações, funcionais e estruturais, nos cérebros de pacientes submetidos à equoterapia. 

“Os resultados fornecem a primeira evidência científica de que a equoterapia talvez não se trate de uma mera promessa clínica, mas que também as mudanças identificadas no cérebro do paciente podem aumentar a capacidade (do paciente) de aproveitar a sua vida, apesar de enfrentar traumas e lembranças da guerra – o que faz desse tratamento (a equoterapia) algo único”, declarou Yuval Neria, da Columbia University.

Para ter acesso ao estudo publicado no Human Brain Mapping, clique aqui.

Para ter acesso às publicações do Thoroughbred Daily News e do America’s Best Racing, clique aqui e aqui.

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