04 set 2018 | 17:44:28

E tudo mudou para ser como é…, por Sérgio Barcellos


Marcel Boussac

“Dê-me sangue e eu crio um craque na Place Vendôme.”  A frase é atribuída pela crônica do turfe a Marcel Boussac (foto), o magnata da indústria têxtil francesa, considerado um dos cinco construtores do moderno puro sangue inglês de corrida. Os outros quatro são Lord Derby, o Aga Khan, Arthur Hancock e, claro, Federico Tesio, o mago de Dormello-Olgiata. Como também cinco são as terras onde eles criavam, situadas na França, Inglaterra, Irlanda, EUA e Itália.

Cada um deles tinha um método e uma visão particular do que fosse produzir bons cavalos de corrida em uma época em que a genética ainda não tinha cristalizado conceitos fundamentais e chegado, como hoje, à decodificação do genoma do cavalo.

Entretanto, isso não os impediu de ter sucesso. Embora naquele tempo criar significasse jogar xadrez com a natureza e o grande referencial sobre o que dava certo e o que não dava era empírico, na base da tentativa e erro.

Boussac e a frase sobre a pequena e não menos suntuosa praça de Paris, mais conhecida pela coluna central mandada erigir pelo imperador dos franceses com o bronze derretido dos canhões russos e austríacos de Austerlitz, tem origem em sua crença pessoal sobre o “inbreeding” – a técnica de repetir cruzamentos sobre certos ascendentes de elite. Mesmo correndo o risco da exacerbação da consanguinidade que teoricamente pode dobrar os defeitos da prole, para ele, um teimoso autodidata, o importante não era isso: o importante era tentar dobrar as qualidades.

Sua criação, portanto, foi montada com a utilização, dir-se-ia exaustiva, de cruzamentos sobre seus quatro esplêndidos reprodutores: Asterus, Tourbillon, Djebel e Pharis. E o resultado nas pistas revelou-se estrondoso.

Os animais com o selo de Fresnay-le-Buffard levantaram 140 provas hoje consideradas de Grupo I, vencendo nada menos que 12 vezes o Derby francês, cinco vezes o Prix de Diane, seis vezes o Prix do Arco do Triunfo e nove vezes o Grande Criterium dos dois anos de idade. Em 1950, seu ano de glória, a farda laranja, boné cinza, liderou as estatísticas francesas e inglesas de proprietários, quando atravessou o Canal e ganhou o Derby de Epsom com Galcador, o Oaks inglês com Asmena e o Oaks da Irlanda com Corejada. Um feito notável. Parecido com isso, só Tesio.

Ao ponto de Boussac ter sido considerado como o inventor de “uma nova raça dentro da raça.” Formada, segundo René Romanet (pai de Louis Romanet), “por animais com uma aparência singular de grande harmonia, dotados de um maravilhoso espírito.”

Quando faleceu, o estoque genético assim acumulado foi comprado – em sua totalidade – pelo atual Aga Khan. Que, aliás, fez o mesmo com o plantel de Madame Dupré e, mais recentemente, com aquele formado a partir das linhas maternas norte-americanas introduzidas na criação francesa por Jean-Luc Lagardère.

Então, diante das novas descobertas da biologia molecular, do papel do DNA mitocondrial na formação dos seres vivos, do melhor conhecimento do funcionamento dos genes, da descoberta do genoma do cavalo, e de tudo que hoje se sabe sobre a moderna genética, fica a pergunta: o que mudou de lá para cá na criação – e no treinamento – dessa coisa fascinante chamada cavalo de corrida? A seguir.

O que hoje se sabe

Em uma tentativa corajosa de simplificação, sabe-se hoje, pela ordem:

(i) Que em termos da indústria internacional do puro sangue, a consanguinidade em torno de certas linhagens paternas é uma realidade. Por outras palavras, fora delas e de um determinado número de chefes de raça, a perspectiva de sucesso em alto nível passa a ser duvidosa.

(ii) Que o conhecimento das famílias maternas, cuja catalogação remonta aos primórdios da raça, é fundamental. O que começou como um mero exercício estatístico em torno do percentual de ganhadores clássicos de cada uma delas, ganhou consistência com a descoberta do DNA mitocondrial pela genética.

(iii) Que de 1/3 à metade da habilidade atlética de um cavalo de corridas é genética (leia-se, suas origens). O resto é criação e, quem diria, treinamento.

Consanguinidade

Não há nada de novo aqui. Ao contrário, a “novidade” está na constatação de que, ao longo de quase três séculos, certos sementais são dotados de prepotência genética e impõem sua marca às gerações subsequentes.

No começo, foi Eclipse (1764), família materna 12, responsável pelo absurdo percentual de 85% dos grandes ganhadores de seu tempo. Até mesmo o cavalo montado por Lord Wellington em Waterloo, escolhido a dedo por ele na batalha que mudou o destino da Europa, era descendente direto de Eclipse (neto).

Depois de Eclipse, foi a vez de St. Simon (1881), o grande chefe de raça do século XIX, pai de notáveis potrancas como Memoir, Signorina, La Flèche, Florizel, Amiable, La Roche, e de campeões como Persimmon (Derby), St. Frusquin, Desmond, Diamond Jubilee (tríplice coroado inglês, vendido para a Argentina), Rabelais (que está na origem de Ribot), Chaucer (avô-materno de Hyperion, Pharos e Fairway), entre outros.

No final do século XIX, princípio do século XX, na Europa, St. Simon era tudo. E as famosas “tábuas” de cruzamentos de Vuilliers, assessor da criação Aga Khan, se limitavam a identificar e mensurar quanto de sangue St. Simon havia em cada uma das possibilidades. Quanto mais, melhor.

“Dê-me sangue e eu crio um craque na Place Vendôme.”  A frase é atribuída pela crônica do turfe a Marcel Boussac (foto), o magnata da indústria têxtil francesa, considerado um dos cinco construtores do moderno puro sangue inglês de corrida. Os outros quatro são Lord Derby, o Aga Khan, Arthur Hancock e, claro, Federico Tesio, o mago de Dormello-Olgiata. Como também cinco são as terras onde eles criavam, situadas na França, Inglaterra, Irlanda, EUA e Itália.

Cada um deles tinha um método e uma visão particular do que fosse produzir bons cavalos de corrida em uma época em que a genética ainda não tinha cristalizado conceitos fundamentais e chegado, como hoje, à decodificação do genoma do cavalo.

Nearco

Aliás, foi pensando nesse reprodutor de sonho que Federico Tesio resolveu, ele próprio, tentar criar um “novo St. Simon.” E conseguiu, ao produzir o invicto e efervescente Nearco (1935) (foto), de conformação considerada mais que perfeita, com um pedigree onde havia 16 cruzamentos sobre St. Simon. Nearco, a maravilha de Tesio, é responsável por nada menos que 55% dos ganhadores clássicos do século XX em todo o mundo, Ásia e Oceania inclusive.

Seus três grandes filhos na reprodução, o irascível Nasrullah (vendido pelo Aga Khan aos americanos na alvorada da II Guerra Mundial) e os dois sprinters puros Royal Charger e Nearctic – cavalos de 1.200 metros – praticamente monopolizaram o turfe de seu tempo.

De Nasrullah veem: Grey Sovereign (donde Caro); Red God (donde Blushing Groom); Bold Ruler (donde Secretariat e Seattle Slew); e Never Bend (donde Mill Reef). De Royal Charger vem Turn To (donde Roberto, Hail To Reason e Halo). De Nearctic vem um certo Northern Dancer (1961), o pequeno gigante canadense que iria repetir a prepotência genética de seu avô no turfe do século XXI.

Native Dancer

Então, sobra o que para o resto dos reprodutores puro sangue do turfe de nossos dias? Sobra uma parte para o tordilho Native Dancer (1950).

De Native Dancer veem: Raise A Native (pai de Mr Prospector, Alydar e Majestic Prince) e Exclusive Native (pai de Affirmed e Genuine Risk). Mas quando se mistura Northern Dancer com Northern Dancer, ou Northern Dancer com Mr Prospector, sobra pouco para o resto. E os grandes criadores do mundo, é sabido, copiam o que dá certo. Os ratings do Timeform confirmam, o mercado aplaude e a consanguinidade se impõe como regra geral.

A tal ponto e com tal intensidade, que dos 24 reprodutores estacionados na Coolmore Irlanda – considerado hoje o maior empreendimento criatório do planeta – nada menos que 23 deles proveem da linhagem Northern Dancer, principalmente via Danzig e seu filho Danehill. Apenas um, Pride of Dubai, descende de Native Dancer, via Mr Prospector.

Ao contrário do que se imagina e sem nenhum juízo de valor, a consanguinidade em linha paterna é hoje a tônica do turfe de nossos dias. Principalmente agora, que as distâncias da programação clássica internacional diminuíram.

De Eclipse a Northern Dancer, passando por St. Simon, Nearco e Native Dancer, tudo aconteceu como se a natureza tivesse transformado o processo de seleção da raça puro sangue numa tricentenária corrida de bastão.

Famílias maternas

O que começou com a catalogação das 43 famílias maternas por Bruce Lowe, numerando e identificando aquelas capazes de produzir cavalos clássicos – à época, um simples exercício estatístico sem respaldo na ciência da genética –, ganhou importância com a descoberta, em 1980, do DNA mitocondrial responsável pela energia e respiração celulares – uma espécie de “casa de força” dos seres vivos  – que só é herdada e transmissível por via materna.

Isto significa que, embora ambos os sexos carreguem seu DNA mitocondrial, os machos não conseguem transmiti-lo às gerações subsequentes. A mitocôndria atua como uma espécie de “sobrenome” feminino de cada um de nós e é o único material genético que segue o mesmo padrão para cada grupo de indivíduos. Em linguagem coloquial, em matéria de energia e respiração de nossas células somos o que nossas mães foram, ou são.

Um parêntese: a descoberta do DNA mitocondrial é tão importante que está servindo para indicar grupos humanos com a mesma ancestral origem, irrelevante de onde eles vieram e hoje estão, após cerca de 200 mil anos de migrações. Em suma, todos nós temos nossa Eva mitocondrial, aparentemente – esta é a hipótese mais provável – originária do planalto central do sul da África. E sempre através de suas filhas. Fechado o parêntese. Voltemos ao nosso tema.

Na Irlanda, pesquisadores ligados ao turfe usaram este padrão para examinar a sequência mitocondrial de 100 cavalos de corrida que remontam a 19 mães-fundadoras, ou matriarcas, da tabulação de Bruce Lowe, já sendo possível confirmar que as famílias 2, 7, 8, 16, 17 e 22 têm efetivamente uma Eva Mitocondrial comum. De igual forma, isso é válido para as famílias 4, 11 e 13.

Para efeitos práticos, porém, interessa saber que a família 1 de Bruce Lowe é a que tem produzido, até agora, o maior número de ganhadores clássicos. Embora isso não signifique nenhuma garantia de sucesso nas pistas, é razoável supor que qualquer criador estará sempre melhor servido se optar pelos números mais baixos da sequência. No caso, trata-se, apenas e tão somente, de se colocar no lado mais favorável de uma estatística que já data de mais de 100 anos.

Criadores importantes não abandonam suas matriarcas, mesmo quando a linhagem de uma delas interrompe a produção de bons cavalos, como se estivesse momentaneamente adormecido ao longo dos corredores do tempo.

Zarkava

Um dos exemplos clássicos é o de Mumtaz Mahal (1921), família 9c, adquirida em leilão pelo Aga Khan, que pagou por ela o preço recorde de 9,200 guinéus (trazidos a valor presente, algo como £$ 470,000). Tordilha, considerada um modelo de perfeição física, conhecida como a “potranca voadora” do turfe inglês de seu tempo, filha do igualmente tordilho The Tetrarch, para muitos o “melhor animal de dois anos de todos os tempos”, Mumtaz Mahal venceu sete vezes entre os 1.000 e 1.200 metros. Quando foi inscrita acima disso, como na milha dos 1000 Guinéus, perdeu.

Dela, em linha direta até a excelente Petite Etoile (1956), também tordilha, ganhadora dos dois aos cinco anos entre 1.600 e 2.450 m (1000 Guinéus, Oaks, Sussex Stakes, Champion Stakes, Coronation Cup), propriedade do Príncipe Ali Khan, passaram-se 35 anos. E de Petite Etoile até a invicta e hoje já lendária Zarkava (2005), sete corridas, sete vitórias, entre as quais o Prix de Diane e o GP do Arco do Triunfo, foram mais 49 anos, no total de 84 anos.

De Mumtaz Mahal a Zarkava, são oito gerações em sequência feminina: Mumtaz Mahal – Mah Mahal – Mah Iran – Star of Iran – Petite Etoile – Zhara – Zarna – Zarkasha – Zarkava (foto). O sangue (leia-se, o DNA mitocondrial) estava lá e valeu a pena insistir.

Na indústria internacional do cavalo de corrida neste primeiro quarto do século XXI, a referência que acompanha o pedigree de um reprodutor ou ganhador clássico (além de seu “turf record”, claro) é o número da sua família materna. Isso tem uma explicação.

Muito antes do aparecimento do thoroughbred na Inglaterra, a máquina de guerra do império árabe, cuja extensão territorial em seu auge chegou a igualar a do império romano, tinha na cavalaria seu ponto forte.

Formada por animais mais rápidos, resistentes, a maioria de cabeça côncava, testa larga e pele com maior número de poros para dissipar calor, este tipo de equino – o mais belo da espécie – foi desenvolvido durante séculos de conflitos no deserto. Em seus pedigrees, cuidadosamente preservados pelos califas e sheiks de Damasco, Síria, e Córdoba, Espanha, só aparecia a linhagem materna dos produtos. Para as duas dinastias árabes que dominaram uma porção considerável do mundo entre os anos de 570 a 1215, a importância dos reprodutores era relativa. O importante eram as mães – e só elas.

Desde a antiguidade, isso é verdadeiro para todas as culturas orientadas para as corridas de cavalos. Até o século XVI, era das linhagens maternas que vinham os três tipos de velocidade: a de fundo, a intermediária e a do sprint. Daí para a frente, os criadores do Ocidente resolveram dar ênfase às linhagens paternas. Das linhas assim construídas, a única que sobreviveu até os nossos dias foi a de Darley Arabian (1704). Aproximadamente 90% de todos os cavalos de corrida do século XXI descendem dele.

Entretanto, após mais de 300 anos de seleção, continua sendo de 15 das 43 famílias maternas de Bruce Lowe a maior parte das linhas de velocidade dos eminentes ganhadores clássicos do turfe de nosso tempo.

Origens e treinamento

Tendo em mente que entre um terço e metade da habilidade atlética de um cavalo de corrida é genética, esta larga percentagem de potencial genético é diretamente influenciada por um mundo que está longe de ser uniforme. Portanto, a complexa e permanente interação entre o ambiente e a composição genética do animal existe. De tal forma, que produtos com potencial genético para se transformar em atletas de alta performance muito provavelmente irão fracassar se treinados e dirigidos de forma equivocada.” (vide “Hereditariedade e Performance Atlética”, pág. 152, Dr. Matthew Binns, J.A. Allen, Londres, 2010).

Prossegue o geneticista (professor de genética do Royal Veterinary College, Londres):

“Ao contrário, sabemos que um indivíduo, mesmo com uma combinação pobre de genes “bons”, consegue produzir performances de alto nível em razão da excelência das condições em que é criado, iniciado, treinado e inscrito para correr (referido à sua campanha nas pistas). Por exemplo, alguns treinadores são particularmente aptos em lidar com sprinters, enquanto outros são mais eficientes no treinamento de animais de distância, que exigem uma longa maturação antes de desabrochar. Nas mãos erradas, é muito provável que um cavalo jamais atinja todo seu potencial genético.” (grifos nossos)

Mais claro, impossível. E isso se dá em função da correlação direta que existe entre “ambiente” e potencial genético. Isso vale para qualquer cavalo de corrida e ajuda a explicar porque alguns treinadores têm êxito, e outros nem tanto.

Nos turfes desenvolvidos, nenhum profissional consciente deixa de examinar a natureza das origens do cavalo que recebe e, principalmente, qual o perfil funcional de sua estirpe. Este último, entendido como as principais características de seus ascendentes em matéria de preferências por distâncias, pistas e, inclusive, forma de atuar. Esta não é outra, senão a vantagem comparativa das grandes coudelarias do hemisfério norte quando mantêm o mesmo treinador ao longo de gerações e gerações de produtos.

Saber o que os ascendentes do animal – pelo menos até a segunda geração – fizeram nas pistas, o que correram e o que ganharam, em que idade e distância isso aconteceu, constituem uma informação importante, ademais de encurtar as etapas de “ler” mais rapidamente o indivíduo aos seus cuidados. Principalmente, quando se trata de potros inéditos. Treinar hoje em dia, é em grande parte ser capaz de respeitar as origens do animal e perceber os mínimos detalhes de seu comportamento.

“Quando não aprendo alguma coisa com as corridas dos meus cavalos, a culpa é minha, não deles”, ou “Suar em profusão é uma característica dos bons juvenis Northern Dancer.” As duas frases são de Vincent O’Brien, o mestre irlandês do treinamento, considerado em sua época o melhor do planeta turfe, responsável em grande parte pela fama e o sucesso da linhagem Northern Dancer na Europa. (vide “Vincent O’Brien Great Horses”- Ivor Herbert e Jacqueline O´Brien, 1984, Pelham Books Ltd, Londres).

Nijinsky

Entre os anos de ‘’60 e ’80, O’Brien treinou 38 ganhadores de Grupo I (entre os quais, Ballymoss, Gladness, Sir Ivor, Nijinsky (foto), El Gran Senor, The Minstrel, Alleged, Golden Fleece, etc) para levantar três vezes o GP do Arco do Triunfo, três King George & Queen Elizabeth Stakes e vários Derbys de Epsom. Antes disso, já havia vencido os maiores prêmios em corridas sobre obstáculos da Europa, tendo quatro Gold Cups, três Grand Nationals e três Champion Hurdles em seu cartel. Nas duas modalidades de corridas, ninguém conseguiu nada parecido.

Conclusão

Muito se tem comentado para onde está indo o cavalo de corrida do século XXI e, junto com ele, a indústria internacional do turfe. Além disso, sabemos que a ciência da genética tem dado saltos – aliás, como tudo em nossa época.

A cada nova descoberta das leis que regem a herança dos genes e têm influência sobre velocidade, estamina, fertilidade, maturação física, temperamento, conformação, mais a questão do tamanho do coração, natureza das fibras musculares, densidade dos ossos, etc, a cortina do conhecimento vai sendo inexoravelmente aberta.

A indústria do cavalo de corridas não é infensa a este processo de “destruição criativa” – típico de nosso tempo – em que velhas crenças e alguns mitos são substituídos pela ciência. Ao ponto de hoje já se clonar cavalos de polo naqueles países onde esse esporte é intensa e profissionalmente praticado.

Ao fim e ao cabo, porém, ainda que tudo esteja mudando com espantosa velocidade, parece razoável admitir que criar, comprar e treinar indivíduos com capacidade de ganhar as corridas que importam tem muito a ver, primeiro, com uma longa experiência na atividade e, segundo, com intuição – essa forma de conhecimento superior e privilegiado que aproxima o homem da divindade, chamada pelo vulgo de “dom”, porque independe da razão.

E isso, só os grandes “homens do cavalo” têm. Ainda que nem mesmo eles consigam explicar o porquê de suas escolhas.

por Sergio Barcellos

(Matéria originalmente publicada no website do Jockey Club Brasileiro em 04 de setembro de 2019 - Imagens: divulgação JCB).

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