14 fev 2020 | 22:52:51

Pedigree & Black Type: os Ganhadores Clássicos no Brasil - 4ª Edição

Nesta semana: Pimper’s Paradise, Mais Que Bonita e Royal Ship.

No último final de semana, o Jockey Club Brasileiro realizou jornada turfística das mais movimentadas. Além da seletiva local para o Latinoamericano, que foi vencida por Pimper’s Paradise, as tríplices coroas tiveram início, com vitórias de Mais Que Bonita e Royal Ship.

Pimper’s ParadiseGrande Prêmio Escorial (gr.III) – Seletiva do JCB para o GP Latinoamericano (gr.I) – 2.000m/grama – Produtos de 3 e mais anos - Gávea

Pimper's Paradise

Imagem: Sylvio Rondinelli/Divulgação JCB

Protagonista de uma vitória esmagadora, Pimper’s Pardise é um Put It Back (Honour and Glory e Miss Shoplifter, por Exuberant). Vencedor de G2 (Riva Ridge Stakes, em Belmont Park, na distância de 1.400 metros, dirt), em campanha, já venceu o Troféu Mossoró de Melhor Reprodutor por 3 vezes.

No Brasil, Put It Back produziu 11 ganhadores individuais, de G1, até o momento. Dentre eles, há animais que venceram provas de graduação máxima dos 1.000 aos 2.400 metros. Aliás, os recordistas das respectivas distâncias, no Rio de Janeiro, Bottega e Bal A Bali, são filhos seus.

A mãe de Pimper’s Paradise, Bye Bye Caroline, pertence à primeira geração nacional de Royal Academy, nascida no ano de 2001. Em duas saídas obteve uma vitória e antes de Pimper’s Paradise já havia negritado sua produção com I Say You Stay, vencedor do GP João Borges Filho (G2). Bye Bye Caroline é filha de Onefortheroad (Ghadeer), um dos destaques femininos da geração 1992 – venceu, em São Paulo, o GP Diana (gr.I) – e um dos raros casos de matrizes capazes de gerar 3 ganhadores de G1: Ay Caramba, Flymetothemoon e Eissoai. É avó materna, também, da vencedora da Taça de Prata, Nostalgie, e das ganhadoras graduadas Platine e Perigoosa.

Court Lady

Imagem: Porfírio Menezes/Blog Turf & Élevage

Onefortheroad pertence à produção de outra brilhante matriz. “Joia” do Haras Inshalla, Court Lady (Locris) foi múltipla vencedora clássica, nas pistas de grama (sobre a qual ganhou o GP OSAF (G1), em Cidade Jardim) e areia (na qual venceu o GP 25 de Janeiro (G2)). Na reprodução, além de Onefortheroad, produziu o ganhador de G1, na Argentina, Runforthedoe, e também Molengão, múltiplo ganhador clássico nos Estados Unidos. Como segunda mãe, está presente, por exemplo, ao pedigree de Double Trouble, ganhadora do Santa Maria Handicap (G1).

Genitora de Court Lady, a irlandesa Redbrick foi importada pelo Haras Sideral, de Mariano Raggio. Vencedora de uma corrida, na Gávea, produziu, além de Court Lady, Barbariccia, que no Haras Jahú & Rio das Pedras, revelou Pia-Vovo, ganhador do GP Derby Paulista (G1). Destaque na linha materna de Pimper’s Paradise, ainda, para Rosalba, sua sexta mãe, que se tornou a melhor potranca de 2 anos, dentre as britânicas nascidas em 1956. Dentre outros páreos, venceu o Coronation Stakes e o Queen Elizabeth II Stakes – provas que, anos mais tarde, com o estabelecimento das pattern races, receberiam qualificação de G1.

Inbreedings de Pimper’s Paradise: Lyphard (5x4) e Northern Dancer (4x5) – Família 26.

Mais Que BonitaGrande Prêmio Henrique Possolo (G1) – 1.600m/grama – 1ª Prova da Tríplice Coroa de Potrancas de 3 anos – Gávea

Mais Que Bonita

Imagem: Sylvio Rondinelli/Divulgação JCB

O pai de Mais Que Bonita, Agnes Gold (Sunday Silence e Elizabeth Rose, por Northern Taste) atingiu, com a vitória da ilustre filha, a marca de 6 ganhadores individuais de G1: próximo de sua estreia nos Estados Unidos, Ivar encabeça o grupo dos outros 5, composto, ainda, por Antonella Baby, Abidjan, Energia Fribby e Silence Is Gold.

Mais Que Bonita tem como mãe Feia Que Dói (colocações em 3 saídas, na Gávea), que figura como a primeira (e única, até aqui) filha do excepcional Scat Daddy registrada no Stud Book Brasileiro. Feia Que Dói veio ao Brasil no ventre de sua mãe, Jorley (More Than Ready), importada pelo Stud Eternamente Rio, dos Estados Unidos, no ano 2000.

A quarta mãe de Mais Que Bonita, Young Flyer (Flying Paster) foi stakes winner e na reprodução gerou os ganhadores de G1 River Flyer e Victory Ride (por sua vez, também avó materna do igualmente ganhador de G1, Ride On Curlin). A quinta, Slew (Bold Ruler) foi, na mesma medida, produtora de grupo 1 – Slew Exceller, ganhadora do Flower Bowl Invitational Handicap (G1). Por fim, a sexta, Bayou (Hill Prince), foi uma das marcantes corredoras criadas pela Claiborne Farm, nos anos 1950, tendo ela vencido os Delaware Oaks, Acorn Stakes e Gazelle Handicap, êxitos que lhe renderam o título de Melhor Potranca de 3 anos, dos Estados Unidos, em 1957.

Inbreedings de Mais Que Bonita: Halo (3x5) – Família 9-f.

Royal Ship – Grande Prêmio Estado do Rio de Janeiro (G1) – 1.600m/grama – 1ª Prova da Tríplice Coroa de Produtos de 3 anos – Gávea

Royal Ship

Imagem: Sylvio Rondinelli/Divulgação JCB

Nova sensação do turfe nacional, Royal Ship é parte da única geração nacional do também badalado Midshipman (Unbridled’s Song e Fleet Lady, por Avenue of Flags), que visitou o Brasil, em shuttling, no ano de 2015. Aos 2 anos, Midshipman venceu a Breeders’ Cup Juvenile (gr.I) – ocasião na qual derrotou, dentre outros, Pioneeof The Nile – e o Del Mar Futurity (gr.I), sagrando-se Champion 2yo Colt, nos Estados Unidos.

Alojado na seção norte-americana da Darley, Midshipman produziu as boas Princess Warrior e Lady Shipman, vencedoras de G2 e G3, respectivamente. Foi no Brasil, entretanto, que obteve seus primeiros grupos I, como reprodutor. Tweet venceu, em 2019, o GP João Cecílio Ferraz (G1) e Royal Ship, há poucos dias, o outro troféu de graduação máxima.

Antes de Royal Ship, Bela Val – uma Val Royal que, em campanha, obteve colocações – já havia produzido o versátil Royal Forestry, múltiplo ganhador clássico, entre areia e grama, incluindo o GP Consagração (G3) e o Derby Paranaense (L). A terceira mãe de Royal Ship, Angra dos Reis (Purple Mountain) despontou como promissora arenática, nas cocheiras do Haras Rosa do Sul, vencendo duas corridas nessa pista, onde permaneceu invicta, num total de 3 atuações. Na cria, originou a ótima Aliysa, múltipla ganhadora clássica, na areia de Cidade Jardim, raia na qual restou batida por um único animal: Eu Também, seu algoz no GP Antenor de Lara Campos (G2) e que, meses mais tarde, tornaria-se derby winner no GP Nacional (G1), em Palermo. Em Dubai, Aliysa foi terceira colocada em G3 e nos Estados Unidos faturou o Squan Song Stakes (black type).

Midshipman

Imagem: Darley

Angra dos Reis é filha de Lark Luciana (Tumble Lark), que também produziu o invicto Soberbo (Restless Jet), de campanha precocemente encerrada, porém ornamentada com o troféu, dentre outros clássicos, do GP João Adhemar de Almeida Prado – Taça de Prata (G1) de 1993. Lark Luciana, por sua vez, descende de Daintiness (Gay Garland), ganhadora de listed, em Cidade Jardim.

Inbreedings de Royal Ship: Mr. Prospector (5x4) – Família 14-a.

Por Victor Corrêa

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