11 abr 2021 | 18:39:52

O turfe brasileiro aplaude a tríplice coroada Janelle Monae

Craque invicta do Haras Santa Rita da Serra terminou, com final feliz, sua saga, na Tríplice Coroa: venceu o Grande Prêmio Zélia Gonzaga Peixoto de Castro (G1).

Janelle Monae, ao superar Zarabatana, conquistou a Tríplice Coroa

Imagem: Sylvio Rondinelli/Divulgação JCB

Momento aguardado, com ansiedade, por turfistas de todo o país, o Grande Prêmio Zélia Gonzaga Peixoto de Castro (G1), em 2.400m na pista de grama (macia), 3ª Prova da Tríplice Coroa de Éguas, rendeu, ao turfe brasileiro, sua mais nova tríplice coroada: Janelle Monae, 3 anos, filha de Agnes Gold e Just Lucky (Spend A Buck), de criação e propriedade do Haras Santa Rita da Serra.

Processada a partida, I Believe In Magic mandou-se para a ponta. Joatinga, companheira de farda de Janelle Monae, aparecia na segunda colocação, correndo Zarabatana, pelos paus, em terceiro. A própria Janelle Monae corria em quarto e Idle Ways acionava na quinta colocação.

Na reta oposta, Joatinga acelerou o ritmo da prova. Carregou, sobre I Believe In Magic, que, contida pelo jóquei, passou a correr na segunda colocação, diante do ímpeto da adversária. Zarabatana e Janelle Monae – que pouco à frente se tornariam as protagonistas da prova – não faziam qualquer menção de se envolverem na briga, a qual acompanhavam, à distância.

Faltando 800 metros para o disco, I Believe In Magic retomou a primeira colocação e Joatinga deu por encerrada sua missão, no páreo. Logo notou-se, porém, a rápida aproximação de Zarabatana. Esta, na altura dos 500 finais, já se encontrava nas pegadas de I Believe In Magic e ainda levava Jorge Ricardo “imóvel”, em seu dorso. Ricardinho, naturalmente, aguardaria os avanços de Janelle Monae para pedir pela sua Zarabatana.

Isso aconteceu nos últimos 300 metros. Exigida por Henderson Fernandes, Janelle Monae partiu, com força máxima, para cima de Zarabatana, que havia passado, sem briga, por I Believe In Magic. A corredora da Fazenda Mondesir, contudo, não foi presa fácil para a grande favorita: resistia, rente à cerca, aos avanços de Janelle Monae.

Nos últimos 100 metros, porém, não houve quem segurasse todo o encanto de Janelle Monae. Mais uma vez demonstrando ser detentora de poder locomotor comum, apenas, aos animais da mais alta estirpe, a corredora derrotou Zarabatana por 1 corpo. Non Merci foi a terceira. Em quarto, um empate: Idle Ways e The Sister – esta, por sua vez, uma filha de Agnes Gold, o que significou, para o semental japonês, a quadrifeta, na prova - além ter emplacado 3 dos 4 primeiros colocados no Derby. 

A seguir, I Believe In Magic, Reza A Lenda, Costa Azurra, Zanda, Glória do Capitão, Olympic Karen e Joatinga.

Um ano após ter ficado no quase, com Mais Que Bonita, Luis Esteves, desta feita, adicionou ao seu currículo, já pleno de conquistas – incluindo o Derby desta tarde – uma Tríplice Coroa.

Janelle Monae atingiu a marca de 4 vitórias em 4 saídas. Sua estreia aconteceu no dia 10 de janeiro de 2021, na distância dos 1.300 metros. Ou seja, em 90 dias Janelle Monae subiu, com extremo sucesso, até a milha e meia – hoje, completa por ela, no tempo de 2:26.14.

Indian Chris (1991)

Virginie (1998)

Be Fair (2000)

Old Tune (2012)

No Regrets (2017)

JANELLE MONAE (2021)

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