31 jul 2026 | 17:52:42

De norte a sul, da velocidade ao fundo: Matias Machline e a vocação para vencer

O homem do Haras Rosa do Sul é o patrono da prova central da Copa dos Criadores.


Matias Machline: ícone do turfe brasileiro.

Imagem: Arquivo

Por motivos óbvios, a maior parte das fardas e operações do turfe brasileiro acabou associada a determinada localidade ou, então, por preferência de seus titulares, a uma determinada modalidade de corrida. Até porque a polivalência desafia a especialização e torna, naturalmente, ainda mais complexa a atividade.

Houve aqueles, porém, que contrariaram essa lógica. Criadores e proprietários que compartilharam seu talento, de forma generosa, entre diferentes centros turfísticos e segmentos do esporte e que, pela grandeza de suas realizações, tornaram-se eternos.

Matias Machline e o Haras Rosa do Sul ocupam lugar cativo nessa seleta galeria da história do turfe nacional.

Das pencas às provas de fundo; das corridas disputadas no Sul do Brasil àquelas realizadas nas principais praças do Sudeste, o Haras Rosa do Sul conquistou uma legião de fãs e admiradores. Tornou-se, assim, sinônimo de vitórias e sucesso, tanto no Brasil quanto no exterior.

Tendo praticamente gabaritado o calendário clássico de Cidade Jardim - dos Grandes Prêmios São Paulo (G1) vencidos por Dark Brown e Rafaga Sureña à tríplice coroa de Emerald Hill -, o Haras Rosa do Sul também triunfou, no Rio de Janeiro, em duas de suas provas mais importantes: o Grande Prêmio Brasil (G1), com Big Lark, e o Grande Prêmio Cruzeiro do Sul (G1), com Meu Gaúcho.

No exterior, venceu a edição inaugural do Gran Premio Latinoamericano (G1), com o já mencionado Dark Brown, em 1981, no Hipódromo de Maroñas. Figurou, igualmente, entre os primeiros proprietários brasileiros a enviar corredores para competir no turfe norte-americano. Importando animais dos Estados Unidos e da Argentina, criou raízes sólidas na criação nacional e, até hoje, suas famílias maternas aparecem com frequência nos pedigrees de campeões do turfe contemporâneo.

No ano de seu falecimento, em 1994, Machline passou a dar nome a uma das mais importantes provas do calendário clássico brasileiro, hoje integrante do festival da Copa dos Criadores: a Copa ABCPCC Clássica – Matias Machline (G1).

Quis o destino que, em 2026, a importante disputa, tantas vezes marcada pelo equilíbrio - ou por servir de tira-teima entre os vencedores dos Grandes Prêmios São Paulo (G1) e Brasil (G1) -, apresentasse uma das maiores forças de todo o festival. Ganhador do Derby e, posteriormente, superado em final emocionante no Grande Prêmio Brasil (G1), Oderich não terá pela frente seu rival de todas as horas, Zucca Baby, já a caminho do exterior. Assim, caso confirme o retrospecto que ostenta, custará a ser derrotado.

Vindo de escoltar On The End no Grande Prêmio Presidente da República (G1), Open The Door promete desempenhar boa corrida, sobretudo se conseguir um bom pulo de largada. Dono de atuação gigantesca no Grande Prêmio Brasil (G1), Outubro Chove volta a figurar entre os candidatos de destaque. Já Odalisca e Summer do Iguassu, ambas vencedoras de provas de graduação máxima e credenciadas por excelentes apresentações na semana máxima carioca, buscam repetir os feitos de Celtic Princess, Smile Jenny e Beach Ball, que, em edições anteriores da prova, escreveram seus nomes na história ao derrotarem os machos.

Confira, abaixo, o campo completo da Copa ABCPCC Clássica – Matias Machline (G1).

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