30 jan 2026 | 18:42:45

Com a despedida de Dettori, Gávea é palco de momento histórico

Um dos mais celebrados jóqueis de todos os tempos, bridão italiano cumprirá as últimas montarias de sua carreira, justamente, nas corridas da Gávea.


Frankie Dettori se despedirá da vitoriosa carreira de jóquei no domingo, na Gávea.

Imagem: Sylvio Rondinelli/JCB

Desde que a aposentadoria de Frankie Dettori foi, oficialmente, anunciada pelo piloto e, a partir disso, organizou-se uma turnê de despedida (que aconteceria, justamente, na América do Sul) para o piloto, turfistas brasileiros, naturalmente, estiveram na torcida pelo Brasil encontrar-se na sua rota. Afinal, o celebrado bridão italiano, em que pese conhecido mundialmente, jamais havia montado, no Brasil, de modo que a ocorrência significaria algo inédito.

Quis o destino que a experiência em questão fosse algo ainda mais especial.

Em dezembro do ano passado, o Jockey Club Brasileiro confirmou que Dettori visitaria a Gávea, na reta final de sua carreira profissional. Não bastasse o marco da iniciativa, por si só, logo percebeu-se que as montarias a serem assinadas pelo piloto, no hipódromo brasileiro, seriam as últimas de sua trajetória nas pistas.

Neste domingo, o prado carioca abrigará meeting que, além das provas que darão início às tríplices coroas, contemplará, ainda, as derradeiras 4 atuações de Dettori. Tendo recém completado 55 anos, o jóquei estará no dorso de Tutifruti (6º páreo, GP Henrique Possolo), Bet You Can (7º páreo, GP Estado do Rio de Janeiro), Lucky Time (9º páreo) e Nidavellir (10º páreo). Ao descer deste último, portanto - um crioulo do Stud Embalagem -, Dettori adentrará, pela última vez, no vestiário de jóqueis.

Tendo vencido sua primeira corrida, em Turin, há 40 anos, Lanfranco Dettori mesclou carisma e sucesso, ao longo de sua jornada. À base dessa receita, tornou-se uma celebridade no mundo do turfe - alçado à condição de uma verdadeira celebridade, adorado por amantes do esporte, em todos os cantos do planeta. Por 8 anos, ocupou o posto de jóquei contratado da Godolphin, sendo uma reação bastante óbvia associá-lo, por isso, à farda azul do Sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum.

Vencedor, por 6 vezes, do Prix l'Arc de Triomphe (G1), de 77 corridas do Royal Ascot (fica atrás, apenas, das 116 conquistas obtidas, no mesmo festival, por Lester Piggott) e da maioria das provas de G1 do turfe europeu, Dettori teve, como sua última base fixa, o turfe norte-americano. Prestando serviços a gabaritados treinadores e a prestigiadas coudelarias, o piloto esteve no dorso de uma série de animais históricos, como Dubai Millenium (o melhor que, segundo o próprio Dettori, já conduzira, em toda a sua vida), Enable, Ouija Board, Singspiel, Lammtarra, dentre outros.

Em que pese todos os desafios e batalhas diárias para a subsistência do turfe brasileiro, fato é que Dettori, em que pese o currículo de luxo, participará de uma reunião de alto nível, em termos de jóqueis, que poucos lugares no mundo são capazes de proporcionar ao público turfista. Reconhecido como um celeiro de craques do ofício, o Brasil terá, lado a lado com o lendário nome do turfe internacional, outras sumidades das rédeas. Recordista mundial de vitórias, Jorge Ricardo (sua estátua, ao lado do winners' circle, já serviu de local para fotografias tiradas por Dettori, no Rio de Janeiro) e o já há muito colega de Dettori, nas pistas do exterior, João Moreira, são alguns dos diversos talentos brasileiros que tornarão a jornada de domingo, ainda mais especial - ou, provavelmente, inesquecível.

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